A vida de São Tarcísio: Patrono dos Acólitos e Coroinhas

Hoje vou te apresentar São Tarcísio. Assim como eu e você, o menino Tarcísio foi coroinha e servia a Deus com todo entusiasmo. Ele não viveu por muito tempo, mas sempre amou intensamente a Jesus, a tal ponto de dar sua vida por Ele. Quer saber o que tornou São Tarcísio patrono dos acólitos, coroinhas e servidores do altar? Eu vou te contar. Prepare seu coração, esta história é marcada por um profundo e heroico testemunho.

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Um coroinha de Roma

        Na literatura cristã pouco se fala sobre o menino Tarcísio e não há nenhum relato sobre a sua família. As informações que são divulgadas a seu respeito estão descritas  em seu túmulo, preparado pelo Papa Dâmaso I. Nas catacumbas de São Calisto ainda se preservam restos arqueológicos que comprovam a veneração que São Tarcísio alcançou da Igreja.

Consta que viveu em Roma entre os anos 263 e 275. Ele servia a Deus como coroinha nas igrejas romanas, o que lhe permitia ser próximo do Papa.

A coragem de um menino santo

        Na época em que Tarcísio viveu muitos cristãos foram presos e martirizados por sua fé. Na prisão, enquanto esperavam pela morte, desejavam se fortalecer com o corpo Eucarístico de Cristo. No entanto, devido a perseguição que os cristãos viviam, era praticamente impossível um sacerdote conseguir entrar numa prisão, ainda mais levando consigo a Sagrada Eucaristia.

        Tendo apenas 12 anos, mas a valentia de um adulto, Tarcísio chegou ao Papa Sisto II e se dispôs a levar a Eucaristia para os presos. Receoso, o Papa sabia que aquele menino não tinha maturidade e desenvoltura para este serviço. Mas o coroinha sabia que pelo fato de ser apenas um garoto ninguém desconfiaria que ele estaria levando consigo hóstias consagradas para oferecer aos prisioneiros. Por fim, Sisto concordou e designou esta missão ao corajoso menino.          

A missão que o tornou santo    

        Tarcísio saiu carregando um pequeno cibório de prata com a sagrada Eucaristia. Ele andava apressado, cheio de adoração ao corpo de Jesus que levava consigo.

        Pelo caminho, ele encontrou alguns amigos que o chamaram para brincar. Tarcísio recusou a diversão e disse que tinha pressa. Estranhando sua atitude e percebendo que ele escondia algo, um rapaz puxou-o pelo braço. Queria saber o que ele carregava. O menino não disse o que era. Num instante, todos que estavam ao redor se reuniram para ver o que Tarcísio trazia consigo e instalou-se um alvoroço.

A curiosidade das pessoas era tanta, que começaram a bater no coroinha para que ele soltasse aquele objeto sagrado. Mas ele não soltou. Ele sabia que se entregasse a eles, o corpo de Cristo seria profanado. Com tamanho respeito pela sagrada Eucaristia, Tarcísio segurou-as com uma força sobrenatural enquanto apanhava de forma tão violenta. Não bastassem os golpes, ainda o apedrejaram.

Infelizmente Tarcísio não sobreviveu para levar a Sagrada Eucaristia aos prisioneiros. Em seu túmulo está escrito: “Enquanto um criminoso grupo de fanáticos se atirava sobre Tarcísio que levava a Eucaristia, o jovem preferiu perder a vida a entregar aos raivosos o Corpo de Cristo”.

Foi este gesto heróico – proteger a Jesus Eucarístico – que fez com que a Igreja reconhecesse Tarcísio como um santo. Sua atitude é para nós, coroinhas, e a todos que servem ao altar, uma inspiração para um serviço dedicado e amoroso. No dia 15 de novembro a Igreja celebra a sua memória.

São Tarcísio patrono dos acólitos e coroinhas, rogai por nós!

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