O que o Papa Francisco ensina aos sacerdotes

A primeira atitude que notamos no Papa Francisco é a humildade. Mas é certo que ele tem muito mais a inspirar e a ensinar a toda a Igreja. O que reunimos neste material são reflexões sobre o sacerdócio.

Suas palavras, apresentadas aqui na íntegra, verdadeiramente são exortações que têm força para despertar novas atitudes.

A alegria do sacerdote deve brotar do amor a Deus, irradiar a todos, e em todos ter a graça de restituí-la para si

“O Senhor ungiu-nos em Cristo com óleo da alegria, e esta unção convida-nos a acolher e cuidar deste grande dom: a alegria, o júbilo sacerdotal. A alegria do sacerdote é um bem precioso tanto para si mesmo como para todo o povo fiel de Deus: do meio deste povo fiel é chamado o sacerdote para ser ungido e ao mesmo povo é enviado para ungir” (Homilia Santa Missa do Crisma. 17.04.2014).

O sacerdote vive uma alegria ungida, sem presunção e incorruptível

“Uma alegria que nos unge. Quer dizer: penetrou no íntimo do nosso coração, configurou-o e fortificou-o sacramentalmente. Uma alegria incorruptível. A integridade do Dom – ninguém lhe pode tirar nem acrescentar nada – é fonte incessante de alegria: uma alegria incorruptível, a propósito da qual prometeu o Senhor que ninguém no-la poderá tirar (cf. Jo 16, 22). Pode ser atormentada ou sufocada pelo pecado ou pelas preocupações da vida, mas, no fundo, permanece intacta como o tição aceso dum cepo queimado sob as cinzas, e sempre se pode renovar” (Homilia Santa Missa do Crisma. 17.04.2014).

É no meio do seu rebanho que o sacerdote encontra forças para seguir sua missão

“(…) a alegria do sacerdote está intimamente relacionada com o povo fiel e santo de Deus, porque se trata de uma alegria eminentemente missionária. (…)  E, sendo uma alegria que flui apenas quando o pastor está no meio do seu rebanho (mesmo no silêncio da oração, o pastor que adora o Pai está no meio das suas ovelhas), é, por isso, uma «alegria guardada» por este mesmo rebanho. Mesmo nos momentos de tristeza, quando tudo parece entenebrecer-se e nos seduz a vertigem do isolamento, naqueles momentos apáticos e chatos que por vezes nos assaltam na vida sacerdotal (e pelos quais também eu passei), mesmo em tais momentos o povo de Deus é capaz de guardar a alegria, é capaz de proteger-te, abraçar-te, ajudar-te a abrir o coração e reencontrar uma alegria renovada” (Homilia Santa Missa do Crisma. 17.04.2014).

Como Maria, o sacerdote é servo pela sua pequenez

“O sacerdote é o mais pobre dos homens, se Jesus não o enriquece com a sua pobreza; é o servo mais inútil, se Jesus não o trata como amigo; é o mais louco dos homens, se Jesus não o instrui pacientemente como fez com Pedro; o mais indefeso dos cristãos, se o Bom Pastor não o fortifica no meio do rebanho. Não há ninguém menor que um sacerdote deixado meramente às suas forças; por isso, a nossa oração de defesa contra toda a cilada do Maligno é a oração da nossa Mãe: sou sacerdote, porque Ele olhou com bondade para a minha pequenez (cf. Lc 1, 48). E, a partir desta pequenez, recebemos a nossa alegria. Alegria na nossa pequenez!” (Homilia Santa Missa do Crisma. 17.04.2014)

O sacerdote é aquele que compartilha a ternura de Deus

“Por fim, compartilhar com o coração, porque a vida presbiteral não é um cargo burocrático nem um conjunto de práticas religiosas ou litúrgicas a serem despachadas. Falamos muito sobre o “sacerdote burocrata” que é um “clérigo de Estado” e não pastor do povo. Ser sacerdote significa arriscar a vida pelo Senhor e pelos irmãos, trazendo na própria carne as alegrias e as angústias do Povo, dedicando tempo e escuta para curar as feridas dos outros, e oferecendo a todos a ternura do Pai”. (Discurso do Papa Francisco aos participantes na plenária da congregação para o clero 01.06.2017).

O Papa também pede: Sacerdotes, Sejam pastores com ternura

“Peço-vos que sejais pastores com a ternura de Deus, que deixeis o ‘chicote’ pendurado na Sacristia e que sejais pastores com ternura, inclusive para com aqueles que vos criam problemas. É uma graça! É uma graça divina! Não cremos num Deus etéreo, mas num Deus que se fez carne, que tem um Coração e que este Coração nos fala assim: “Vinde a mim, se estiverdes cansados e oprimidos, e Eu aliviar-vos-ei. Mas tratai os mais pequeninos com ternura, com a mesma ternura com a qual Eu os trato!” (3º Retiro Mundial de Sacerdotes. 12.06.2015).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *